Corpus

Observatório de dados da saúde portuguesa

Estudos e análises sobre 25 anos de internamentos e cirurgias nos hospitais do SNS — 38,5 milhões de episódios (2000–2024), a partir da Base de Dados de Morbilidade Hospitalar (ACSS).

Estes dados foram obtidos após uma longa batalha de acesso à informação, e são agora disponibilizados em formato aberto para promover a transparência e a investigação independente. Agradecemos a todos os leitores do Página UM que tornaram este projeto possível.

38,5 M
episódios hospitalares
2000–2024
25 anos de dados
Dados abertos
agregados e anonimizados

Estudos publicados

15 estudos
5 de junho de 2026
Aneurismas em Portugal: 25 anos de internamentos hospitalares (2000–2024)
Análise exaustiva de 62.061 episódios de internamento por aneurisma registados nos hospitais do SNS português entre 2000 e 2024, cobrindo hemorragia subaracnoide e aneurisma cerebral, aneurismas da aorta abdominal, torácica e dissecantes, e outros aneurismas arteriais. O dossiê documenta a evolução dos volumes, da mortalidade hospitalar, do perfil dos doentes, da adoção do tratamento endovascular e das desigualdades entre hospitais e territórios.
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5 de junho de 2026
Amiloidose por Transtirretina de Tipo Selvagem (ATTRwt) em Portugal — Análise Epidemiológica e Clínica dos Internamentos Hospitalares (2017–2024)
Entre 2017 e 2024, registaram-se 239 episódios de internamento hospitalar com o código E85.82 (ATTRwt — amiloidose por transtirretina wild-type) nos hospitais do SNS português, envolvendo 188 doentes únicos. A doença afecta predominantemente homens muito idosos (80,3% masculinos; mediana de idade 83 anos nos homens), apresenta uma taxa de reinternamento de 33% a 30 dias e 57% a 90 dias, e uma mortalidade hospitalar global de 9,6%. O crescimento do volume codificado foi de +20× entre 2017 e 2024, mas os números permanecem muito abaixo do esperado para a prevalência real da doença, evidenciando subdiagnóstico severo e persistente no SNS português.
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5 de junho de 2026
Cardiomiopatia Amiloidótica em Portugal — Análise Epidemiológica, Clínica, Hospitalar e Económica (2000–2024)
Entre 2000 e 2024, registaram-se 22.944 episódios de internamento hospitalar com diagnóstico de amiloidose nos hospitais do SNS português, com uma tendência de crescimento acentuado e sustentado — a taxa bruta por 100.000 habitantes triplicou de 5,0 (2000) para 15,6 (2024), e a taxa nos maiores de 65 anos passou de 5,1 para 46,7 por 100.000. A mortalidade hospitalar global foi de 9,0%, afectando de forma desproporcionada os grupos mais idosos e os doentes com maior carga de comorbilidades. O distrito do Porto, seguido de Braga e Coimbra, concentra os maiores volumes absolutos, reflectindo o papel histórico do Norte como zona endémica da amiloidose hereditária por transtirretina (hATTR).
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5 de junho de 2026
COVID-19: Comorbilidades e Mortalidade Hospitalar em Portugal (2020–2023)
Análise de 89 999 internamentos hospitalares com diagnóstico principal de COVID-19 (U071) nos hospitais do SNS português entre 2020 e 2023. A mortalidade hospitalar global foi de 21,7%, fortemente condicionada pela idade e pela carga de comorbilidades: doentes com 3 ou mais comorbilidades apresentaram taxas de mortalidade até 2,6 vezes superiores aos sem comorbilidades, e a hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes foram as condições mais prevalentes. O cancro metastático, a perda de peso e os distúrbios hidroeletrolíticos associaram-se aos maiores riscos relativos de morte.
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3 de junho de 2026
Cancro nos Hospitais Portugueses: Visão Geral 2000–2024 (Módulo 1)
Entre 2000 e 2024, os hospitais do SNS registaram mais de 1,8 milhões de internamentos com diagnóstico principal de neoplasia maligna. O volume cresceu de 47 185 em 2000 para um pico de 79 953 em 2011, estabilizando depois em torno de 72–76 000/ano. A mortalidade intra-hospitalar desceu de 13,9% para 11,3% em 2024 — a mais baixa de toda a série — reflectindo avanços terapêuticos, rastreio mais precoce e melhoria da gestão clínica. Mama, pulmão, cólon, bexiga e próstata são os cancros com maior impacto em internamentos; o pâncreas, o esófago e o fígado têm as maiores taxas de mortalidade intra-hospitalar.
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3 de junho de 2026
Cancro nos Hospitais Portugueses: Perspectiva Geográfica por Distrito 2000–2024 (Módulo 3)
Este terceiro e último módulo apresenta a análise geográfica completa dos internamentos oncológicos nos hospitais do SNS, com a evolução anual de internamentos e mortalidade intra-hospitalar para cada um dos 18 distritos do continente, de 2000 a 2024. É ainda apresentada uma tabela de referência com a mortalidade por cancro e por distrito, e uma análise das principais assimetrias regionais identificadas na série de 25 anos.
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3 de junho de 2026
Cancro nos Hospitais Portugueses: Os 10 Cancros Mais Frequentes em Detalhe 2000–2024 (Módulo 2)
Este segundo módulo analisa individualmente os 10 tipos de cancro com maior volume de internamentos nos hospitais do SNS entre 2000 e 2024: mama, pulmão, cólon, próstata, bexiga, reto, estômago, pâncreas, linfoma e leucemia. Para cada um apresenta-se a evolução anual de internamentos e óbitos, a tendência da demora média e as taxas de mortalidade por distrito de residência. Os dados revelam progressos assinaláveis na mama e próstata, a resistência terapêutica persistente do pâncreas e pulmão, e diferenças geográficas marcadas na mortalidade oncológica.
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3 de junho de 2026
COVID-19 e Infeções Respiratórias nos Hospitais Portugueses: Análise Detalhada 2020–2024
Entre 2020 e 2024, os hospitais do SNS registaram 94 996 internamentos com diagnóstico principal de COVID-19 (códigos U07.1, U07.0 e U09.9), com 20 369 óbitos intra-hospitalares — uma taxa de mortalidade de 21,4% no conjunto do período. O pico absoluto ocorreu em 2021 (35 278 internamentos; 8 145 óbitos), com o mês de janeiro de 2021 como o mais mortífero de toda a pandemia. A COVID-19 coexistiu com outras infeções respiratórias de peso elevado — pneumonia bacteriana e vírica, gripe e bronquiolite —, alterando profundamente a ecologia das doenças respiratórias hospitalizadas em Portugal.
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3 de junho de 2026
Lúpus Eritematoso Sistémico nos Hospitais Portugueses: Análise 2000–2024
Entre 2000 e 2024, os hospitais do SNS registaram 44 093 episódios associados a Lúpus Eritematoso Sistémico (LES), envolvendo 12 841 doentes identificáveis. A doença afeta predominantemente mulheres (82,5% dos episódios) em idade fértil e activa, com uma tendência de crescimento sustentado no volume de internamentos — de ~1 100 em 2000 para ~1 950 em 2024. A mortalidade intra-hospitalar mantém-se nos 3–4%, com a demora média de internamento a reduzir de 9,5 para 7,5 dias, reflexo da melhoria terapêutica e da crescente ambulatorização dos cuidados.
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3 de junho de 2026
Anomalias no Padrão de Doença Hospitalar Português 2000–2024: Desvios Estatisticamente Significativos Relativamente à Tendência Pré-Pandemia
Análise sistemática de 38,5 milhões de episódios de internamento hospitalar no SNS português entre 2000 e 2024, com detecção automática de desvios estatisticamente significativos relativamente à tendência histórica 2000–2019. Identificam-se fenómenos de contracção aguda de internamentos em 2020, excesso persistente de mortalidade em múltiplas categorias diagnósticas, reorganização estrutural das doenças infecciosas e sinais de maior gravidade clínica que persistem em 2024. Além do impacto directo da COVID-19, emergem dezenas de anomalias noutras áreas — algumas esperadas, outras inesperadas — com implicações para a política de saúde pública e para a agenda de investigação epidemiológica.
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3 de junho de 2026
Impacto da Pandemia COVID-19 nos Internamentos Hospitalares do SNS (2000–2024)
Análise epidemiológica abrangente de 25 anos de internamentos nos hospitais do SNS português (2000–2024), com foco no impacto da pandemia COVID-19 (2020–2022). Identificam-se quebras estatisticamente anómalas no volume de internamentos, aumentos expressivos de mortalidade e severidade clínica, deslocação de actividade entre grupos diagnósticos, e alterações estruturais do perfil dos doentes que persistem no período pós-pandémico. Os resultados sugerem efeitos directos e indirectos da pandemia com relevância para o planeamento de saúde.
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3 de junho de 2026
Fraturas Proximais do Fémur em Maiores de 65 Anos (2000–2024)
Entre 2000 e 2024, os internamentos hospitalares por fratura proximal do fémur em doentes com 65 ou mais anos quase duplicaram nos hospitais do SNS português, passando de cerca de 7 500 para 14 000 episódios anuais — reflexo do envelhecimento progressivo da população. A demora média de internamento desceu de 16 para cerca de 15 dias, e a mortalidade hospitalar manteve-se globalmente estável, em torno dos 5–6%, com um pico em 2022 coincidente com o pós-pandemia.
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3 de junho de 2026
Partos nos Hospitais do SNS: Evolução 2000–2024
Entre 2000 e 2024, os hospitais do SNS registaram uma queda acentuada no número total de partos — de cerca de 90 500 para 60 600 — refletindo a descida da natalidade em Portugal. A taxa de cesariana subiu de 25,9% em 2000 até um pico de 33,2% em 2008, desceu depois de forma sustentada até 27,2% em 2015 — em linha com as metas nacionais —, mas voltou a crescer a partir de 2018, atingindo 32,2% em 2024. A idade média da mãe no momento do parto aumentou continuamente, passando de 27,5 anos em 2000 para 31,0 anos em 2024.
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3 de junho de 2026
Internamentos e óbitos hospitalares no SNS, 2000–2024
Série temporal de internamentos e óbitos em hospitais do SNS entre 2000 e 2024. Os dados abrangem 26,7 milhões de episódios de internamento, com 1,1 milhão de óbitos hospitalares registados no período.
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3 de junho de 2026
Episódios de internamento por enfarte agudo do miocárdio em Portugal (2000–2024)
Entre 2000 e 2024, houve um crescimento substancial nos internamentos por enfarte agudo do miocárdio, passando de 8.423 para 13.071 episódios em 2019 (+55%). Após a quebra observada em 2020 (COVID-19), mantém-se uma relativa estabilidade com valores entre 10.500 e 12.500 episódios anuais.
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