22 de setembro de 2026

Internamentos e Óbitos por Vírus Sincicial Respiratório em Portugal (SNS, 2000–2024)

por Pedro Almeida Vieira

Análise exaustiva dos internamentos hospitalares e óbitos com vírus sincicial respiratório (VSR) como diagnóstico principal nos hospitais do SNS português, entre 2000 e 2024, com base na Base de Dados de Morbilidade Hospitalar (BDMH/ACSS). A análise cobre 25 anos de dados, desagregados por grupo etário e ano, e inclui o perfil clínico detalhado dos quinze casos de crianças com idade até 10 anos que faleceram com VSR como diagnóstico principal entre 2005 e 2024. Os resultados revelam uma doença historicamente pediátrica que, a partir de 2017, emerge como causa crescente de internamento grave e morte nos idosos.

Vírus Sincicial Respiratório nos hospitais do SNS: 25 anos de internamentos e óbitos

O vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa infecciosa de doença respiratória grave nos primeiros anos de vida, responsável pela esmagadora maioria das bronquiolites agudas graves em lactentes. Durante décadas, a sua expressão hospitalar em Portugal foi quase exclusivamente pediátrica. Esta análise, baseada nos 25 anos completos da BDMH (2000–2024), revela uma transformação epidemiológica significativa: o VSR emergiu, a partir de 2017, como causa relevante de internamento e morte nos idosos, com uma letalidade hospitalar que atingiu 15,9% em 2023.

54.085
Total de internamentos por VSR (2000–2024)
Diagnóstico principal; apenas internamentos (tipo_port_apr31 = 'Int')
415
Total de óbitos hospitalares por VSR (2000–2024)
Óbito intra-hospitalar (dsp = 20); 377 em idosos >65 anos, 18 em crianças ≤10 anos
3.922 (2023)
Pico histórico de internamentos
Máximo da série; +96% face à média 2010–2019

Evolução anual dos internamentos

Ao longo da primeira metade da série (2000–2016), os internamentos por VSR oscilaram entre aproximadamente 1.350 e 2.350 por ano, com variações sazonais características e sem tendência clara de crescimento. A queda de 2007 é parcialmente explicada pela quebra de série associada à entrada de linhas de ambulatório no extracto.

A partir de 2017 — coincidindo com a transição para ICD-10, que permite codificar o VSR como agente causal de forma mais precisa — os volumes começam a crescer de forma consistente, impulsionados sobretudo pelos internamentos em adultos e idosos. Em 2020, a pandemia de COVID-19 e as medidas não farmacológicas provocaram uma queda abrupta para 1.727 internamentos, o mínimo da segunda metade da série. Em 2021, o efeito de «dívida imunológica» começa a manifestar-se, com um pico expressivo nas crianças mais velhas. Em 2022 e 2023 atingem-se os máximos históricos, superiores a 3.900 internamentos/ano.

Internamentos por VSR por ano — total e grandes grupos etários (SNS, 2000–2024)

Fonte: BDMH/ACSS 2000–2024. Apenas internamentos (tipo_port_apr31='Int'). Quebras de série: 2007 (entrada de ambulatório), 2013 (redefinição de internamento), 2017 (transição ICD-9→ICD-10), 2020 (COVID-19).

Série completa por ano e grupo etário

A tabela seguinte apresenta, para cada ano do período 2000–2024, os internamentos (Int) e óbitos (Ób) por cada grupo etário. Células com n < 5 são suprimidas.

Internamentos (Int) e Óbitos (Ób) por VSR — por ano e grupo etário, SNS 2000–2024
AnoInt <1aÓb <1aInt 1aÓb 1aInt 2aÓb 2aInt 3aÓb 3aInt 4aÓb 4aInt 5aÓb 5aInt 6–10aÓb 6–10aInt 11–20aÓb 11–20aInt 21–65aÓb 21–65aInt >65aÓb >65aTotal IntTotal Ób
2000168102420350110<50<50<50<50<5010119941
200113300159041090<50<50<50<50<50<5015470
2002150711970370<50<50<50<500<50<5017561
2003134711800240<5080<50<50<51<5012115833
200415841244062012090<50150<50<51<5119423
200514250211058015090<50700<50<5017280
2006150602511330130<50<50<500<50<5018191
2007113901660310160<50<50<50<500<5213622
2008145312320390100<50<50<500<50<5017561
2009148301960601140<50<50<50<51<50<5017772
2010172912860670340100<50<50<50<5020321554
201118811262076020080<50<50<50<50<5122652
2012186803290690310<50<50<50<500<5023130
201314711160028090100<50<50<50<5010016971
201418111311078022090<50<51<50<50<5122503
2015168212020450200100<50<50<50<5012219783
201620031244041019070<50<50<508022023521
2017201102490400150<50<50<50<5022354624119
2018193222110520230<50<50<50<503321338240212
2019206513180650170130<50<50<5045220919274622
2020124501700300160<50<50<50043221223172725
202119600335199042012070100<5027112014261316
2022274513050104039021012010070100556381390687
2023249602920750410170100140<509918741393922140
202411700216050015090<50<50<5064154675208476

Células — ou null: grupo com n < 5. Int = internamentos; Ób = óbitos (dsp = 20). Fonte: BDMH/ACSS.

A emergência do VSR nos idosos

Antes de 2017, os internamentos de maiores de 65 anos por VSR eram casos isolados: o máximo registado entre 2000 e 2016 foi de 22 episódios (em 2016). A partir de 2017, com a adopção do ICD-10, o código B974 passou a permitir identificar o VSR como agente causal de pneumonias e bronquites previamente classificadas de forma inespecífica. Isto explica parte do aumento — mas não todo: estudos internacionais documentam que o VSR é responsável por uma fracção substancial das hospitalizações respiratórias em idosos, frequentemente não diagnosticada ou não codificada sob o sistema anterior.

Em 2022 e 2023, os internamentos de idosos por VSR atingiram respectivamente 563 e 874 — um aumento de 40 vezes face à média pré-2017. A letalidade hospitalar neste grupo estabilizou entre 10% e 16%, muito superior à dos lactentes (< 0,1%).

Internamentos e óbitos em maiores de 65 anos por VSR (SNS, 2000–2024)

Fonte: BDMH/ACSS 2000–2024. Internamentos (barras, eixo esquerdo) e óbitos (linha vermelha, eixo direito). Valores 2000–2016 muito reduzidos, em parte por subcodificação no ICD-9.

Letalidade hospitalar global

A letalidade hospitalar bruta (óbitos/internamentos) manteve-se abaixo de 0,2% entre 2000 e 2016, reflectindo o perfil essencialmente pediátrico e de baixo risco da doença nesse período. A partir de 2017, a crescente proporção de idosos internados puxou a letalidade global para cima de forma acentuada: 0,37% em 2017, 1,45% em 2020, 2,23% em 2022, 3,57% em 2023 e 3,65% em 2024.

Este aumento não deve ser lido como agravamento da virulência do VSR, mas como reflexo da mudança do perfil etário dos doentes internados e da melhoria do diagnóstico que traz para o hospital doentes mais graves.

Letalidade hospitalar bruta por VSR — total (SNS, 2000–2024)

Letalidade = óbitos intra-hospitalares / total de internamentos por VSR. O aumento reflecte a crescente proporção de idosos, não agravamento da virulência do vírus.

O perfil das crianças que morreram (2005–2024)

Entre 2005 e 2024 registaram-se 15 óbitos em crianças até aos 10 anos com VSR como diagnóstico principal. Em pelo menos nove dos 15 casos existe uma condição de base bastante grave ou uma vulnerabilidade prévia documentada, incluindo cardiopatias congénitas ou cirurgia cardíaca, doenças neurológicas ou metabólicas graves, malformações congénitas, muito baixo peso ao nascer e prematuridade com patologia neonatal. Nos restantes casos predominam coinfecções, sépsis, insuficiência respiratória, pneumotórax, pneumonia de aspiração ou outras complicações agudas graves, mas os diagnósticos secundários disponíveis não permitem concluir que todas essas crianças apresentavam doença crónica antes da infecção. Num caso, ocorrido em 2016, apenas aparecem hipoxemia e outra infecção viral, não sendo possível determinar a partir da BDMH se a criança era previamente saudável. A série completa contém ainda três óbitos pediátricos entre 2002 e 2004 sem perfil clínico individual incluído nesta análise.

Perfil clínico dos 15 óbitos pediátricos (≤ 10 anos) por VSR — SNS, 2005–2024
CasoAnoIdadeSexoHospitalResidênciaDias int.Diagnóstico principal VSRComorbilidades / diagnósticos secundários relevantes
120061 anoFULS Região de LeiriaOurém (Santarém)2Bronquiolite aguda por VSRPersistência do canal arterial
22008< 1 anoFULS Santo António (Porto)Felgueiras (Porto)6Bronquiolite aguda por VSRPneumonia pneumocócica · Sépsis grave · Choque séptico · Falência renal aguda · Encefalopatia metabólica · Falência respiratória aguda
320092 anosFULS Santo António (Porto)Póvoa de Varzim (Porto)7Pneumonia por VSRDoença desmielinizante do SNC · Insuficiência pulmonar · Paragem cardíaca
42010< 1 anoFULS Santo António (Porto)Guimarães (Braga)7Bronquiolite aguda por VSRFalência respiratória aguda · Pneumotórax espontâneo de tensão · Enfisema intersticial · Derrame pleural
52011< 1 anoMULS Gaia/EspinhoVila Nova de Gaia (Porto)19Bronquiolite aguda por VSRLeucodistrofia · Falência respiratória aguda · Gastroenterite por Salmonella
62013< 1 anoFULS Amadora/SintraAlmada (Setúbal)17Pneumonia por VSRMuito baixo peso ao nascer (500–999 g) · Choque séptico · Sépsis grave · Falência renal aguda · Falência respiratória aguda
72014< 1 anoMULS São José (Lisboa)Loures (Lisboa)85Bronquiolite aguda por VSRSíndrome polimalformativo: tronco arterial, SNC, face, microstomia, micropénis, testículo retido · Susceptibilidade genética não especificada
820148 anosFULS Viseu Dão-LafõesTondela (Viseu)38Infecção por VSRMalformação congénita do SNC · Pneumonia por Pseudomonas aeruginosa · Falência respiratória aguda
92015< 1 anoMULS Barcelos/EsposendeBarcelos (Braga)3Bronquiolite aguda por VSRHistória de cirurgia cardíaca (cardiopatia congénita operada) · Anemia
102016< 1 anoFULS CoimbraOurém (Santarém)2Bronquiolite aguda por VSRInfecção viral com lesões cutâneas/mucosas · Hipoxemia
112018< 1 anoMULS São João (Porto)Vila Nova de Famalicão (Braga)14Bronquite aguda por VSRPrematuro (31 semanas) · Pneumotórax perinatal · Pneumomediastino · Insuficiência respiratória do RN · Sépsis bacteriana neonatal · Trombocitopenia neonatal · Anemia da prematuridade · Insuficiência renal congénita
122018< 1 anoMULS Alto AlentejoCastelo de Vide (Portalegre)9Pneumonia por VSRFalência respiratória aguda com hipóxia · Pneumonite por aspiração
132019< 1 anoFULS São José (Lisboa)Loures (Lisboa)5Bronquiolite aguda por VSRPneumonia bacteriana · Hipoxemia · Sépsis grave com choque séptico · Meningite
1420211 anoMULS Santo António (Porto)Paços de Ferreira (Porto)2Bronquiolite aguda por VSRDoença de Leigh (encefalopatia mitocondrial) · Pneumonia bacteriana · Falência respiratória aguda com hipóxia
152022< 1 anoMULS Santa Maria (Lisboa)Odivelas (Lisboa)0Bronquiolite aguda por VSRParagem cardíaca neonatal · Bronquiolite por outro agente · Glasgow 3–8

Fonte: BDMH/ACSS 2005–2024. Comorbilidades derivadas dos diagnósticos secundários (d2–d10) do episódio de óbito, descodificados via dim_icd_diag. Dias de internamento = 0 significa falecimento no próprio dia de entrada.

Interpretação dos casos pediátricos

Cardiopatia congénita (casos 1, 7, 9, 15): A persistência do canal arterial, as malformações do tronco arterial e a história de cirurgia cardíaca são factores de risco major para doença grave por VSR, com compromisso da troca gasosa e sobrecarga cardíaca. O caso 15 faleceu no próprio dia de entrada em paragem cardíaca neonatal.

Doença neurológica ou metabólica grave (casos 3, 5, 8, 14): A doença desmielinizante do SNC (caso 3), a leucodistrofia (caso 5), a malformação congénita do SNC com sobreinfecção por Pseudomonas aeruginosa (caso 8) e a doença de Leigh — encefalopatia mitocondrial progressiva e fatal — (caso 14) constituem condições de base que comprometem gravemente a reserva respiratória e imunológica. Em todos estes casos, o VSR foi o evento terminal de uma trajectória clínica já muito comprometida.

Prematuridade extrema e patologia neonatal (casos 6, 11): O muito baixo peso ao nascer (500–999 g, caso 6) e a grande prematuridade com múltiplas complicações neonatais (caso 11, 31 semanas) representam vulnerabilidades acrescidas ao VSR, com pulmões imaturos e sistema imunitário imaturo.

Sépsis como complicação aguda (casos 2, 6, 13): Em três casos, a sépsis grave com choque séptico foi codificada como complicação, sugerindo uma evolução para falência multiorgânica independentemente das condições de base.

Caso sem comorbilidade clara (caso 10, 2016, Coimbra): Apenas hipoxemia e uma infecção viral cutânea/mucosa foram registadas. Não é possível excluir subcodificação de condições de base neste episódio.

Impacto da COVID-19 e «dívida imunológica»

A pandemia de COVID-19 provocou, em 2020, uma redução de 37% nos internamentos por VSR face a 2019 (de 2.746 para 1.727), o mínimo da segunda metade da série. Esta contracção resultou das medidas não farmacológicas — uso de máscara, encerramento de infantários, distanciamento social — que suprimiram a circulação de vírus respiratórios.

A consequência foi uma acumulação de crianças susceptíveis sem imunidade adquirida por infecção natural: o fenómeno da «dívida imunológica». Em 2021, os internamentos em crianças de 1–10 anos subiram para 505, o máximo de toda a série neste grupo (anterior máximo: 438 em 2012). Em 2022 e 2023 atingem-se os máximos históricos globais, com mais de 3.900 internamentos/ano.

Metodologia

Fonte de dados: Base de Dados de Morbilidade Hospitalar (BDMH), ACSS, 2000–2024. Extracto de internamentos dos hospitais do SNS.

Definição de caso: Episódios com diagnóstico principal (d1) correspondente a VSR. Códigos utilizados:

  • ICD-9-CM: 0796 (infecção pelo VSR), 46611 (bronquiolite aguda por VSR), 4801 (pneumonia por VSR)
  • ICD-10-CM: B974 (VSR como causa classificada noutra parte), J121 (pneumonia por VSR), J205 (bronquite aguda por VSR), J210 (bronquiolite aguda por VSR)

Filtros: Apenas internamentos (tipo_port_apr31 = 'Int'); anos 2000–2024; todos os hospitais do SNS.

Óbito: Destino de alta dsp = 20 (falecido).

Grupos etários: Definidos pelo campo idade (anos completos à entrada): < 1 ano (idade < 1), 1 ano (idade = 1), 2 anos, 3 anos, 4 anos, 5 anos, 6–10 anos, 11–20 anos, 21–65 anos, > 65 anos.

Casos pediátricos individuais: Identificados por (n_ficticio_utente, data_entrada, hospital). Comorbilidades derivadas dos diagnósticos secundários (d2–d10) descodificados via dim_icd_diag. Dois episódios têm n_ficticio_utente = -1 (sentinel, pré-2006 ou sem ligação), o que impede rastreio longitudinal desses doentes mas não afecta a identificação do episódio de óbito.

Nota sobre totais: Os valores de internamentos (54.085) e óbitos (415) foram calculados por agregação directa sobre a tabela episodes. Uma versão anterior deste relatório continha valores incorrectos (57.888 internamentos e 496 óbitos) por erro de soma manual a partir de tabela prévia truncada — esses valores foram corrigidos nesta versão.

Quebras de série:

  • 2007: entrada de linhas de ambulatório cirúrgico no extracto.
  • 2013: redefinição administrativa de internamento (queda geral de ~23%).
  • 2017: transição ICD-9-CM → ICD-10-CM/PCS. Explica parte do aumento de diagnósticos em adultos e idosos.
  • 2020: pandemia COVID-19 e supressão da circulação de vírus respiratórios.

Supressão de células: Células com n < 5 substituídas por «<5», de acordo com as regras de privacidade aplicáveis.

Nota sobre 2024: Dados possivelmente incompletos para Novembro–Dezembro (época de maior circulação do VSR).

Reprodutibilidade: consultas SQL utilizadas (3)

Totais corrigidos: internamentos e óbitos por VSR 2000-2024

SELECT COUNT(*) AS total_internamentos, SUM(CASE WHEN dsp = 20 THEN 1 ELSE 0 END) AS total_obitos FROM episodes WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('0796','46611','4801')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('B974','J121','J205','J210'))) AND ano BETWEEN 2000 AND 2024

Série detalhada por grupo etário fino e ano (internamentos e óbitos)

SELECT ano, SUM(CASE WHEN idade < 1 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_menos1, SUM(CASE WHEN idade < 1 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_menos1, SUM(CASE WHEN idade = 1 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_1, SUM(CASE WHEN idade = 1 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_1, SUM(CASE WHEN idade = 2 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_2, SUM(CASE WHEN idade = 2 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_2, SUM(CASE WHEN idade = 3 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_3, SUM(CASE WHEN idade = 3 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_3, SUM(CASE WHEN idade = 4 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_4, SUM(CASE WHEN idade = 4 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_4, SUM(CASE WHEN idade = 5 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_5, SUM(CASE WHEN idade = 5 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_5, SUM(CASE WHEN idade BETWEEN 6 AND 10 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_6a10, SUM(CASE WHEN idade BETWEEN 6 AND 10 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_6a10, SUM(CASE WHEN idade BETWEEN 11 AND 20 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_11a20, SUM(CASE WHEN idade BETWEEN 11 AND 20 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_11a20, SUM(CASE WHEN idade BETWEEN 21 AND 65 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_21a65, SUM(CASE WHEN idade BETWEEN 21 AND 65 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_21a65, SUM(CASE WHEN idade > 65 THEN 1 ELSE 0 END) AS int_mais65, SUM(CASE WHEN idade > 65 AND dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS ob_mais65, COUNT(*) AS total_int, SUM(CASE WHEN dsp=20 THEN 1 ELSE 0 END) AS total_ob FROM episodes WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('0796','46611','4801')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('B974','J121','J205','J210'))) AND ano BETWEEN 2000 AND 2024 GROUP BY ano ORDER BY ano

Todos os óbitos pediátricos VSR 2005-2024 com diagnósticos descodificados

WITH eps AS (SELECT ano, idade, sexo, hospital, distrito, concelho, data_entrada, data_saida, dias_int, icd_versao, n_ficticio_utente, d1,d2,d3,d4,d5,d6,d7,d8,d9,d10 FROM episodes WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND dsp = 20 AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('0796','46611','4801')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('B974','J121','J205','J210'))) AND idade <= 10 AND ano BETWEEN 2005 AND 2024) SELECT e.ano, e.idade, e.sexo, e.hospital, e.distrito, e.concelho, e.data_entrada, e.data_saida, e.dias_int, e.icd_versao, d1.descricao_pt AS diag1, d2.descricao_pt AS diag2, d3.descricao_pt AS diag3, d4.descricao_pt AS diag4, d5.descricao_pt AS diag5, d6.descricao_pt AS diag6, d7.descricao_pt AS diag7, d8.descricao_pt AS diag8, d9.descricao_pt AS diag9, d10.descricao_pt AS diag10 FROM eps e LEFT JOIN dim_icd_diag d1 ON d1.icd_versao=e.icd_versao AND d1.codigo=e.d1 LEFT JOIN dim_icd_diag d2 ON d2.icd_versao=e.icd_versao AND d2.codigo=e.d2 LEFT JOIN dim_icd_diag d3 ON d3.icd_versao=e.icd_versao AND d3.codigo=e.d3 LEFT JOIN dim_icd_diag d4 ON d4.icd_versao=e.icd_versao AND d4.codigo=e.d4 LEFT JOIN dim_icd_diag d5 ON d5.icd_versao=e.icd_versao AND d5.codigo=e.d5 LEFT JOIN dim_icd_diag d6 ON d6.icd_versao=e.icd_versao AND d6.codigo=e.d6 LEFT JOIN dim_icd_diag d7 ON d7.icd_versao=e.icd_versao AND d7.codigo=e.d7 LEFT JOIN dim_icd_diag d8 ON d8.icd_versao=e.icd_versao AND d8.codigo=e.d8 LEFT JOIN dim_icd_diag d9 ON d9.icd_versao=e.icd_versao AND d9.codigo=e.d9 LEFT JOIN dim_icd_diag d10 ON d10.icd_versao=e.icd_versao AND d10.codigo=e.d10 ORDER BY e.ano, e.idade

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