18 de agosto de 2026

Tétano nos hospitais do SNS — Internamentos 2000–2024

por Pedro Almeida Vieira

Entre 2000 e 2024, os hospitais do SNS registaram 188 internamentos com tétano como diagnóstico principal, com uma trajectória de erradicação progressiva: de 25–29 casos/ano no início da série para zero em 2020, 2022, 2023 e 2024. A doença afecta quase exclusivamente idosos — sobretudo mulheres com mais de 60 anos sem vacinação completa — e impõe internamentos extremamente prolongados em UCI, com ventilação mecânica e traqueostomia na maioria dos casos graves.

Contexto

O tétano é uma doença infecciosa aguda causada pela toxina do Clostridium tetani, bacilo ubíquo no solo, cuja porta de entrada habitual são feridas — frequentemente minor, por contacto com terra, ferramentas ou objectos perfurantes. A doença não confere imunidade natural; a protecção é exclusivamente vacinal. Em Portugal, a vacinação universal foi introduzida no Plano Nacional de Vacinação (PNV) em 1965, mas a cobertura das gerações mais velhas — em especial mulheres nascidas antes dessa data — permanece lacunar. O tétano é de declaração obrigatória e figura na lista de doenças de eliminação da OMS para a Região Europeia.

188
Total de internamentos (2000–2024)
Diagnóstico principal, internamentos SNS, série completa
11,7%
Letalidade global
22 óbitos em 188 internamentos; todos os óbitos em doentes ≥ 60 anos
4
Anos sem qualquer caso registado
2020, 2022, 2023 e 2024 — zero internamentos por tétano

Evolução anual dos internamentos (2000–2024)

A série revela uma tendência inequívoca de eliminação progressiva. O período 2000–2008 concentra 74% de todos os internamentos (139 casos). A partir de 2009 a incidência hospitalar colapsa para valores residuais (1–7 casos/ano), com quatro anos consecutivos de zero casos entre 2020 e 2024. O pequeno ressalto de 2018 (5 casos) não inverteu a tendência.

A taxa de letalidade oscila amplamente nos anos com poucos casos — basta um óbito em cinco internamentos para produzir 20% —, mas é clinicamente plausível: o tétano generalizado é uma emergência médica grave com mortalidade conhecida de 10–30% mesmo em contexto de cuidados intensivos.

Internamentos por tétano por ano (2000–2024)

Fonte: BDMH/ACSS. Internamentos SNS, diagnóstico principal ICD-9: 037/7713; ICD-10: A33/A34/A35.

Série anual completa — internamentos, óbitos, letalidade e demora média
AnoInternamentosÓbitosLetalidade (%)Demora média (dias)Demora mediana (dias)Admissões urgentes
20002541637,23925
20012913,4525,22628
20021715,8843,53816
200327414,8139,73327
20041218,3355,653,511
20051218,3332,123,512
2006100052,166,510
200714321,4339,53614
20088004744,58
2009536021,8144
20107228,5762587
20113133,3357,7473
2012412553,8504
201320063632
201420042422
201510065651
201610013131
201710036361
201850066,8795
201910013131
2020000
202110079791
2022000
2023000
2024000

Letalidade instável nos anos com n < 10 — interpretar com cautela.

Perfil dos doentes — sexo e grupo etário (série completa)

O tétano hospitalar em Portugal é, acima de tudo, uma doença de mulheres idosas não vacinadas. Das 187 pessoas internadas com diagnóstico não neonatal, 63% são do sexo feminino. Esta proporção inverte o que seria esperado numa doença associada a trabalho agrícola e exposição ao solo — classicamente mais prevalente em homens —, mas reflecte uma assimetria histórica na cobertura vacinal: a vacinação masculina foi impulsionada pelo serviço militar obrigatório a partir de meados do século XX, ao passo que muitas mulheres rurais nascidas antes de 1965 nunca completaram a série primária.

Os grupos etários mais velhos concentram a esmagadora maioria dos casos e a totalidade da mortalidade: 95% dos óbitos (21 em 22) ocorreram em doentes com 75 ou mais anos.

Internamentos por tétano — distribuição por sexo e grupo etário (2000–2024)

Barras agrupadas por sexo dentro de cada grupo etário. Um caso neonatal (feminino, < 1 ano) incluído.

Distribuição geográfica (série completa)

Os distritos do litoral Norte e Centro — Porto, Aveiro, Braga e Viseu — concentram 56% de todos os internamentos, reflectindo a maior dimensão populacional mas também a persistência de populações rurais idosas com lacunas vacinais históricas. Portalegre destaca-se pela elevadíssima letalidade proporcional: 3 óbitos nos únicos 3 casos registados.

Internamentos e óbitos por distrito de residência (2000–2024)
DistritoInternamentosÓbitosLetalidade (%)
Porto4249,5
Aveiro3139,7
Lisboa24312,5
Braga20210
Viseu1400
Setúbal1000
Leiria9444,4
Coimbra8112,5
Castelo Branco7114,3
Viana do Castelo500
Portalegre33100
Vila Real3133,3
Santarém300
Évora200
Faro200
Bragança200
Guarda100
Beja100

Letalidade nos distritos com n < 5 é estatisticamente instável. Portalegre: 3 casos, 3 óbitos — número demasiado pequeno para conclusões.

Hospitais (série completa, ≥ 2 casos)

Os grandes centros hospitalares de referência — ULS de São João (Porto), ULS de Coimbra e ULS de São José (Lisboa) — concentram a maioria dos casos, o que reflecte a necessidade de cuidados intensivos especializados e a concentração de referenciação de casos graves.

Hospitais com ≥ 2 internamentos por tétano (2000–2024)
HospitalInternamentosÓbitos
ULS de São João311
ULS de Coimbra264
ULS de São José152
ULS de Santo António132
ULS da Região de Aveiro101
ULS de Entre Douro e Vouga91
ULS de Viseu Dão-Lafões90
ULS de Matosinhos80
ULS de Santa Maria60
ULS do Alto Ave61
ULS de Gaia / Espinho41
ULS do Oeste31
ULS do Arco Ribeirinho30
ULS do Tâmega e Sousa30
ULS de Lisboa Ocidental30
ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro31
ULS da Região de Leiria31
ULS de Braga30
ULS do Médio Tejo21
ULS do Alto Minho20
Hospital de Cascais Dr. José de Almeida20
ULS do Alto Alentejo22

Nomes reflectem a estrutura organizacional de 2025 (fusões ULS aplicadas retroactivamente).

Detalhe caso a caso — 2014 a 2024

Nos últimos dez anos da série registaram-se 12 internamentos por tétano, sem qualquer óbito. Todos foram admissões urgentes. A demora média foi de 52 dias, com o internamento mais longo a atingir 146 dias. Em 7 dos 12 casos foi necessária ventilação mecânica prolongada (≥ 96 horas consecutivas) e em 6 foi realizada traqueostomia. A seguir descreve-se cada episódio com base nos diagnósticos e procedimentos codificados.


Caso 1 — 2014 · Mulher, 87 anos · Setúbal · 34 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Falência respiratória aguda → Perturbação renal → Septicémia estreptocócica → Ferimento do pé com complicações Procedimentos: Entubação endotraqueal, ventilação mecânica ≥ 96h, traqueostomia temporária, hemoculturas, antibiótico IV Alta: Para outra instituição | Severidade APR-DRG: 4 / Risco de mortalidade: 4


Caso 2 — 2014 · Mulher, 87 anos · Setúbal · 50 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Status de traqueostomia → Pneumonia por Pseudomonas → Polineuropatia Procedimentos: Entubação, ventilação, cateterizações arterial e venosa, hemoculturas Alta: Para cuidados continuados | Severidade APR-DRG: 3 / Risco de mortalidade: 3 (A traqueostomia como d2 indica episódio de seguimento de caso grave anterior)


Caso 3 — 2015 · Mulher, 80 anos · Lisboa · 65 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Infecção pós-traumática de ferimento → Movimentos involuntários anormais → Espasmo da laringe → Mioclonia Procedimentos: Traqueostomia, entubação endotraqueal, ventilação ≥ 96h, biopsia brônquica, cateterização arterial Alta: Para domicílio | Severidade APR-DRG: 3 / Risco de mortalidade: 3


Caso 4 — 2016 · Homem, 46 anos · Évora · 13 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Hipertensão → Perturbação do tabaco → Abuso de álcool → Falência respiratória aguda Procedimentos: Entubação, ventilação ≥ 96h, cateterizações, radiografia de tórax Alta: Para domicílio | Severidade APR-DRG: 3 / Risco de mortalidade: 4 (Único caso de homem de meia-idade neste período; o álcool como comorbilidade é clinicamente relevante)


Caso 5 — 2017 · Homem, 61 anos · Castelo Branco · 36 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Doença de refluxo gastroesofágico → Infecção urinária → Condição nosocomial → Infecção por enterococos Procedimentos: TC crânio, punção lombar diagnóstica, ressonância magnética cerebral, monitorização respiratória Alta: Para paliativos/cuidados continuados | Severidade APR-DRG: 2 / Risco de mortalidade: 1


Caso 6 — 2018 · Mulher, 69 anos · Bragança · 79 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Paragem cardíaca → Pneumonia → Infecção urinária → Encefalopatia hipóxico-isquémica moderada Procedimentos: Radiografia de tórax, entubação, monitorização intracraniana, ventilação < 24h, antibiótico IV Alta: Para domicílio | Severidade APR-DRG: 3 / Risco de mortalidade: 3 (Paragem cardíaca e encefalopatia hipóxico-isquémica: caso de extrema gravidade com recuperação notável)


Caso 7 — 2018 · Mulher, 83 anos · Porto · 146 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Cãibras e espasmos → Hipertensão → Perturbações respiratórias → Desidratação Procedimentos: Transfusão de imunoglobulina, entubação, ventilação ≥ 96h, traqueostomia aberta e percutânea Alta: Para paliativos/cuidados continuados | Severidade APR-DRG: 2 / Risco de mortalidade: 2 (Internamento mais longo da série 2014–2024 — quase cinco meses)


Caso 8 — 2018 · Mulher, 78 anos · Setúbal · 86 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Disreflexia autonómica → Hipotensão → Sintomas respiratórios → Fractura de Colles esquerda Procedimentos: Ventilação ≥ 96h, traqueostomia, nutrição enteral, antibiótico IV, algaliação Alta: Para outra instituição | Severidade APR-DRG: 4 / Risco de mortalidade: 3 (A fractura do rádio distal pode ter sido a porta de entrada do Clostridium tetani*)*


Caso 9 — 2018 · Mulher, 78 anos · Setúbal · 0 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Elevação de PCR → Ferida aberta do antebraço esquerdo → Exposição a factores externos → Celulite do membro superior direito Procedimentos: Entubação, ventilação < 24h, antibiótico IV, cateterização venosa central Alta: Para outra instituição (transferência imediata) | Severidade APR-DRG: 2 / Risco de mortalidade: 2 (Internamento de 0 dias — provavelmente transferência imediata para UCI de outro hospital)


Caso 10 — 2018 · Mulher, 49 anos · Vila Real · 23 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Perturbações cerebrais → Estridor → Insuficiência respiratória aguda → Paralisia do olhar conjugado Procedimentos: TC crânio, ressonância magnética de artérias intracranianas, punção lombar, entubação, ventilação 24–96h Alta: Para domicílio | Severidade APR-DRG: 3 / Risco de mortalidade: 4


Caso 11 — 2019 · Mulher, 78 anos · Santarém · 13 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Hipocalcemia → Deficiência de vitamina D → Hiperparatiroidismo → Pneumonia Procedimentos: Radiografia de tórax, TC cervical, antibiótico IV, vacina/toxóide tetânico IM Alta: Para domicílio | Severidade APR-DRG: 2 / Risco de mortalidade: 3 (Único caso em que a administração de toxóide é registada como procedimento; internamento menos grave da série recente)


Caso 12 — 2021 · Mulher, 79 anos · Aveiro · 79 dias de internamento

Diagnósticos: Tétano → Hipertensão → Obesidade → Laceração com corpo estranho na perna direita → Impacto contra objecto parado Procedimentos: Ventilação ≥ 96h, radiografia de tórax, antibiótico IV (veia central), traqueostomia percutânea, nutrição enteral Alta: Para outra instituição | Severidade APR-DRG: 3 / Risco de mortalidade: 3 (A laceração com corpo estranho na perna — em contexto de queda — é a porta de entrada identificada)


Síntese dos 12 casos (2014–2024)
AnoSexoIdadeDistritoDias internamentoVentilação ≥ 96hTraqueostomiaPorta de entrada identificávelDestino de alta
2014F87Setúbal34SimSimFerimento do péOutra instituição
2014F87Setúbal50SimSimSeguimento de caso anteriorCuidados continuados
2015F80Lisboa65SimSimInfecção pós-traumáticaDomicílio
2016M46Évora13SimNãoNão identificadaDomicílio
2017M61Castelo Branco36NãoNãoNão identificadaPaliativos/continuados
2018F69Bragança79NãoSimNão identificadaDomicílio
2018F83Porto146SimSimNão identificadaPaliativos/continuados
2018F78Setúbal86SimSimFractura de Colles (provável)Outra instituição
2018F78Setúbal0NãoNãoFerida aberta do antebraçoOutra instituição (transferência)
2018F49Vila Real23NãoNãoNão identificadaDomicílio
2019F78Santarém13NãoNãoNão identificadaDomicílio
2021F79Aveiro79SimSimLaceração com corpo estranho na pernaOutra instituição

Ventilação ≥ 96h e traqueostomia inferidas dos procedimentos codificados. Porta de entrada inferida dos diagnósticos secundários.

Metodologia

Fonte: Base de Dados de Morbilidade Hospitalar (BDMH), ACSS — episódios de internamento do SNS, 2000–2024 (38,5 M episódios totais).

Filtros aplicados: tipo_port_apr31 = 'Int' (internamentos); diagnóstico principal (d1) igual a:

  • ICD-9-CM: 037 (tétano) e 7713 (tétano neonatal)
  • ICD-10-CM/PCS: A33 (tétano neonatal), A34 (tétano obstétrico), A35 (outros tétanos)

Transição de sistemas de codificação: ICD-9-CM utilizado até 2016 (inclusive para a maioria dos episódios); ICD-10-CM/PCS a partir de 2017. O campo icd_versao do BDMH identifica o sistema usado por episódio — o filtro respeita essa distinção.

Óbito intra-hospitalar: dsp = 20. Admissão urgente: adm_tip = 2. Demora média: exclui dias_int = -1 (sentinela, ~72k episódios na base total).

Detalhe 2014–2024: análise caso a caso com base em diagnósticos secundários (d2d5), procedimentos (p1p5), destino de alta (dsp) e severidade/mortalidade APR-DRG v31 (uso interno; não publicados ao nível do episódio). Comorbilidades via tabela comorbidades (Elixhauser-Quan 2005).

Nomes de hospitais: reflectem a estrutura organizacional de 2025 (fusões ULS aplicadas retroactivamente pela ACSS); não correspondem necessariamente às designações históricas.

Limitações: os dados referem-se a episódios de internamento no SNS — casos tratados exclusivamente no sector privado não estão incluídos. A identificação da «porta de entrada» é inferida dos diagnósticos secundários codificados e pode ser incompleta quando não há codificação explícita da ferida ou traumatismo.

Reprodutibilidade: consultas SQL utilizadas (6)

Série anual completa de internamentos, óbitos, letalidade, demora e tipo de admissão

SELECT ano, COUNT(*) AS internamentos, SUM(CASE WHEN dsp = 20 THEN 1 ELSE 0 END) AS obitos, ROUND(100.0 * SUM(CASE WHEN dsp = 20 THEN 1 ELSE 0 END) / COUNT(*), 2) AS letalidade_pct, ROUND(AVG(CASE WHEN dias_int >= 0 THEN dias_int END), 1) AS demora_media, PERCENTILE_CONT(0.5) WITHIN GROUP (ORDER BY dias_int) FILTER (WHERE dias_int >= 0) AS demora_mediana, SUM(CASE WHEN adm_tip = 2 THEN 1 ELSE 0 END) AS admissoes_urgentes FROM episodes WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('037','7713')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('A33','A34','A35'))) GROUP BY ano ORDER BY ano

Distribuição por sexo e grupo etário, série completa

SELECT sexo, CASE WHEN idade < 1 THEN '< 1 ano' WHEN idade < 15 THEN '1-14 anos' WHEN idade < 30 THEN '15-29 anos' WHEN idade < 45 THEN '30-44 anos' WHEN idade < 60 THEN '45-59 anos' WHEN idade < 75 THEN '60-74 anos' ELSE '75+ anos' END AS grupo_etario, COUNT(*) AS n, SUM(CASE WHEN dsp = 20 THEN 1 ELSE 0 END) AS obitos FROM episodes WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('037','7713')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('A33','A34','A35'))) GROUP BY 1, 2 ORDER BY 1, 2

Internamentos e óbitos por distrito de residência, série completa

SELECT COALESCE(dd.distrito, 'Desconhecido') AS distrito, COUNT(*) AS internamentos, SUM(CASE WHEN dsp = 20 THEN 1 ELSE 0 END) AS obitos FROM episodes e LEFT JOIN dim_distrito dd ON dd.cod_dist = e.distrito WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('037','7713')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('A33','A34','A35'))) GROUP BY 1 ORDER BY 2 DESC

Hospitais com >= 2 internamentos por tétano, série completa

SELECT hospital, COUNT(*) AS internamentos, SUM(CASE WHEN dsp = 20 THEN 1 ELSE 0 END) AS obitos FROM episodes WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('037','7713')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('A33','A34','A35'))) GROUP BY hospital HAVING COUNT(*) >= 2 ORDER BY internamentos DESC

Episódios individuais de tétano 2014-2024 com perfil clínico completo

SELECT ano, idade, sexo, distrito, d1, d2, d3, d4, d5, p1, p2, p3, p4, p5, dias_int, adm_tip, dsp, hospital, severidade_apr31, mortalidade_apr31 FROM episodes WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND ano BETWEEN 2014 AND 2024 AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('037','7713')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('A33','A34','A35'))) ORDER BY ano, data_entrada

Comorbilidades Elixhauser dos doentes internados por tétano 2014-2024

SELECT d.ano, d.data_entrada, c.comorbidade, COUNT(*) AS n_episodios FROM diagnoses d JOIN comorbidades c ON c.icd_versao = d.icd_versao AND c.codigo = d.codigo WHERE d.ano BETWEEN 2014 AND 2024 AND (d.n_ficticio_utente, d.hospital, d.data_entrada) IN (SELECT n_ficticio_utente, hospital, data_entrada FROM episodes WHERE tipo_port_apr31 = 'Int' AND ano BETWEEN 2014 AND 2024 AND ((icd_versao = '9' AND d1 IN ('037','7713')) OR (icd_versao = '10' AND d1 IN ('A33','A34','A35')))) GROUP BY 1, 2, 3 ORDER BY 1, 2, 3

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